Logo Dealernet

Rentabilidade da concessionária: quais indicadores observar?

Rentabilidade da concessionária: quais indicadores observar?

Compartilhe:

Um dos mais importantes indicadores de desempenho é a rentabilidade da concessionária, que basicamente indica o grau de retorno sobre certo investimento. Assim, permite que os investidores e executivos mensurem a atratividade e a saúde financeira do negócio.

Apesar de importante, muitos gestores não sabem como calcular a rentabilidade, muitas vezes confundem o assunto com lucratividade. Também desconhecem as melhores ações para elevar seus resultados, de modo que tenham uma empresa mais rentável em mãos.

Pensando no assunto, criamos um artigo completo para você. Com ele, vai entender o que significa rentabilidade da concessionária e como calcular. Acompanhe!

Afinal, o que significa rentabilidade?

Ao iniciar uma concessionária, é natural que precise investir recursos financeiros, seja para reformar um imóvel, adquirir estoque ou adotar tecnologias. Paralelamente, espera que exista um retorno financeiro, ou seja, um ganho pelo capital aplicado.

Bom, rentabilidade é a medida de retorno sobre o capital investido, isto é, o percentual ganho sobre o que foi investido. Logo, se você investiu R$ 5 milhões para iniciar o negócio e teve um lucro líquido de R$ 200 mil no ano, grosso modo, sua rentabilidade é de 4%.

Você não deve confundir rentabilidade com lucratividade, que é o percentual de lucro sobre a receita do período. Imagine que sua concessionária faturou R$2 milhões no ano e, após pagar as contas, teve um lucro líquido de R$200 mil. Logo, a lucratividade é de 10%.

Resumidamente, a rentabilidade é calculada sobre o que foi investido, é uma medida de retorno. A lucratividade é calculada sobre o faturamento, é uma margem líquida. Ambos, porém, são importantes para entender as finanças e o sucesso da concessionária.

Como calcular a rentabilidade da concessionária?

O cálculo da rentabilidade é simples, envolve apenas operações matemáticas básicas e alguns números que podem ser obtidos nos demonstrativos financeiros — especialmente no Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) e no Balanço Patrimonial (BP). Há dois principais tipos de rentabilidade, o ROE e o ROA, explicados a seguir. Acompanhe!

Retorno sobre ativo

Uma primeira rentabilidade é calculada sobre o ativo total pertencente à concessionária, ou melhor, seu conjunto de bens e direitos. A ideia é identificar quanto a empresa teve de retorno financeiro, dado o investimento total em ativos. O cálculo é o seguinte:

  • ROA (em %) = Lucro líquido / ativo total x 100

O lucro líquido é obtido do DRE, já o ativo total é extraído do BP. Quando maior o ROA, em tese, melhor. Significa que a concessionária está gerando um maior retorno sobre ativos e, consequentemente, pode fornecer uma melhor remuneração aos seus investidores.

A título de exemplo, imagine uma concessionária com R$ 10 milhões em ativos. No ano, seu lucro líquido foi de R$1,3 milhão. Logo, temos 13% de ROA [(1,3/10)*100]. Quer dizer que, para cada R$1,00 investido em ativos, a concessionária teve um retorno de R$0,13.

Retorno sobre patrimônio líquido (ROE)

Outra importante métrica de rentabilidade é o ROE, do inglês Return On Equity. Seu grande diferencial é que não considera o investimento total na empresa, mas apenas o patrimônio líquido, isto é, a medida de capital pertencentes aos sócios.

Para ficar mais claro, você precisa entender que nem todo investimento é feito com capital próprio, por vezes empresas utilizam recursos de terceiros — como empréstimo ou crédito comercial — para financiar seus ativos. Nesse caso, veja como fica o cálculo:

  • ROE (em %) = lucro líquido / patrimônio líquido x 100

Novamente, extraídos o lucro líquido do DRE. O patrimônio líquido é obtido no BP, reflexo da dedução dos passivos do total de ativos (ou seja, ativos – passivos). Quanto maior o ROE, em tese, melhor. Significa que a empresa está gerando alto retorno sobre patrimônio.

Vejamos um exemplo. Uma concessionária com lucro líquido de R$2 milhões e patrimônio líquido em R$13 milhões. Logo, seu ROE é de 15% [(2/13)*100]. Ou seja, para cada R$1,00 investido pelos sócios no empreendimento, houve um retorno de R$0,15.

Lucratividade (ou margem líquida)

Como dito, precisamos distinguir lucratividade de rentabilidade. Todavia, quanto mais lucrativa uma concessionária é, maior o potencial de entregar retorno sobre investimento, de modo que remunere bem os investidores. Por isso, vejamos o cálculo da lucratividade:

  • Lucratividade (em %) = lucro líquido / receita líquida x 100

Tanto lucro quanto receita líquida são obtidos no DRE. Quanto maior a lucratividade, em tese, melhor. Significa que a concessionária está conseguindo vender os automóveis, pagar seus custos e gerar um resultado líquido (lucro) atraente.

Aqui, imagine uma concessionária com receita líquida de R$8 milhões e lucro líquido de R$1 milhão. Sua lucratividade é 12,5% [(1/8)*100]. Podemos dizer que, para cada R$1,00 de receita líquida, a empresa transformou R$0,125 em lucro.

Como otimizar a rentabilidade da concessionária?

Agora que entende como calcular a rentabilidade, é hora de descobrir como ampliá-la. Há três principais fatores que devem ser trabalhados: a receita total, os custos e a estrutura de capital do empreendimento. Com isso, conseguirá retornos significativamente maiores.

Aumente o volume de receitas

O primeiro passo é aumentar a receita da concessionária, ou melhor, o volume financeiro “apurado” ao longo de certo período. Para tanto, é preciso adotar ações capazes de otimizar o volume de vendas e reter a base de clientes, gerando compras recorrentes. Quanto mais automóveis e acessórios são vendidos, mais receita — e potencialmente lucro — você tem.

Elimine custos não estratégicos

Outro dica é a redução de custos. Significa tornar o negócio mais “enxuto”, de modo que a receita seja menos comprometida e a margem líquida seja ampliada. Porém, vale destacar que alguns custos são estratégicos e geram mais negócios, como ações de venda ou novas tecnologias. Foque na redução de custos não estratégicos, como aluguel, tributos, conta de água e energia elétrica.

Defina a melhor estrutura de capital

A estrutura de capital basicamente diz o quanto de capital próprio e o quanto de dívida há na composição do seu negócio, de modo que financie seus ativos. Em tese, capital próprio é mais oneroso ao negócio, pois os sócios assumem mais riscos e exigem um maior retorno sobre investimento. Portanto, um nível saudável de dívida tende a aumentar seu ROE.

Bom, agora você está por dentro do tema. Lembre-se sempre que rentabilidade é a medida de retorno sobre o capital, isto é, o percentual ganho sobre o que foi investido. Calcule qual o retorno sobre ativo (ROA) e sobre patrimônio líquido (ROE), também descubra o grau de lucratividade da sua concessionária. Depois, trabalhe para obter números superiores.

Gostou do nosso artigo, certo? Aproveite para compartilhar suas dúvidas, sugestões e/ou experiências com um assunto. Deixe um comentário!

POSTAGENS RECENTES

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo
© 2021 DEALERNET. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.
Av. Santos Dumont, Nº 6061, Edf. André Guimarães Helitower, Salas 722 a 724 Portão, CEP: 42712-740 Estrada do Coco – Lauro de Freitas
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram